Estava relendo um texto que conta uma viagem num veleiro de Rio Grande a Florianópolis, e notei o quanto a expressão serviria para ilustrar o quanto resistimos, muitas vezes, em receber aquilo que pedimos. Primeiro deixa-me explicar que orçar um barco a vela é ir num ângulo máximo contra o vento. Arribar é correr com o vento, é manobrar no sentido contrário, folgando as velas para 'deixar o barco correr'. Isto! Boa expressão, deixar o barco correr! E o que tem isto a ver com nossos desejos? Eu não estou entendendo.
Buenas, como já dito no título, ....
... se não dá para orçar, arriba!
Imagine-se velejando. Um belo veleiro, bem aparelhado, indo para aquele lugar, aquela ilha onde Você acredita que encontrará tudo de bom, tudo o que parece apropriado para passar um ótimo período de férias. E é isto o que Você tem pedido constantemente: "ter um tempo de descanso num local agradável, em paz, harmonia, com alegrias". E descobriu, ou determinou, que aquele é o local! Lá tem tudo o que lhe parece apetecer.
O vento é contrário, Você está numa orça apertada tentando levar o barco para aquela ilha. Se o vento é contrário, a onda também o é. O barco é bom, navega bem, mas as condições não estão ajudando. E ainda há um detalhe a considerar. Não é uma ilha onde se possa chegar com segurança à noite. É chegar durante o dia ou voltar. Bom, tem a opção de outro porto não muito longe a sotavento (Você teria de arribar), seguro, sinalizado, onde se pode chegar a qualquer hora. Mas não é o local que Você escolheu.
E Você segue contra o vento, contra as ondas. Você determinou que aquele porto, aquela ilha, é o local ideal. Parece estar seguindo contra o tempo também. A viagem de agradável, torna-se cansativa. A chegada de festa, torna-se apreensiva. E Você segue na orça.
Eis que em determinado momento a lucidez fala mais alto e Você acaba desistindo. Afinal, não dá mais para seguir orçando, não chegará durante o dia. Vamos arribar para aquele porto próximo e depois vemos o que fazer. E lá se foi: não deu para orçar, arriba!
Chega à outra ilha já noite, entra em total segurança. Acomoda-se na marina, barco amarrado, seguro, tudo está bem, mesmo não tendo chegado ao seu porto idealizado. Você relaxa um pouco, arruma as coisa e sai para conhecer os arredores, jantar, desopilar da tensão havida na viagem.
-Que lugarzinho bonito! Quanta alegria que há aqui. Quanta gente bonita! Mais tarde se recolhe, vai ao berço. Pala manhã, revigorado, resolve conhecer mais um pouquinho daquele local e sai à rua. Conhece algumas pessoas agradáveis, faz passeios, almoça em boa companhia, passa um dia muito bom. - Como é que eu não conhecia este lugar? Por que ninguém me falou daqui?
No outro dia, retarda ainda sua partida, o clima está bom naquele lugar, tem boas companhias, agradáveis passeios a fazer. E o tempo vai passando. Conhece alguém muito interessante, as férias vão melhorando ainda mais, apesar de seu destino, Você havia planejado, ser outro. Chega o dia de retornar à sua rotina, ao seu trabalho, estudo, etc. Você arribou, não foi ao local que havia determinaado ser seu destino ideal de descanso, mas mesmo assim suas férias foram ótimas, foram como Você havia pedido, como havia escolhido. E exclama: -Que férias! Tudo que eu queria!
E é isto fazemos constantemente em nossa vida. Pedimos e depois nos mantemos orçando.
Quando mentalizamos o que queremos vivenciar, o que queremos ter, costumamos detalhar e construir a solução. Isto nem sempre é o melhor. Senão vejamos: na nossa história, o personagem (Você) havia pedido um tempo de descanso, num local agradável, boa companhia, paz, harmonia. Tudo o que queremos e podemos achar bom numas férias. Pediu e partiu em busca. E foi contra o vento, contra as ondas, contra o tempo, contra o pedido. Ou contra sua fé. Você pediu e não esperou, foi em busca. E foi contrariando o que lhe estava destinado para atender seu pedido.
Fazemos isto diariamente. Pedimos e partimos para a ação buscando resolver, atender ao nosso próprio pedido. Se, na história, o pedido foi feito, o Universo atendeu. O local estava destinado, mas não era o que o personagem julgou, determinou. E ele seguiu contra o que havia pedido. Felizmente teve a perspicácia de atender o ditado do título e arribou par aoutro destino. E aquele era o local que iria cumprir seu desejo de boas férias.
E Você, o quanto está resistindo aos seus pedidos. De outra maneira, o quanto está dificultando em receber o que pediu? Você pede, por exemplo, uma casa nova. Daí sai desabalado a trabalhar, procurar terreno, fazer hipotecas para realizar o seu desejo. Se Você se julga capaz de fazer o melhor Você mesmo, não teria motivos para pedir ao Universo. A regra é, Você pede e acredita! Se Você acredita, não tem que determinar o resultado, nem a maneira que será resolvido seu pedido. Acredita, apenas. Se, e somente Se tiver uma idéia iluminada, uma idéia cheia de emoção, daí então lhe foi apontado o caimhno para aquele desejo se realizar, chegar até Você. Daí Você parte para a ação.
Na nossa história o pedido eram as boas férias num local agradável. Depois o personagem definiu o local. Mas o Universo tinha-lhe colocado em outro lugar aquelas férias, o local certo. Então, pediu a experiência, não o lugar. Depois partiu contrariando tudo para o lugar indevido.
De outra maneira: Se Você pede as férias agradáveis, espere o insigth e tome as providências. Neste caso tudo vai correr a favor. Você acabará escolhendo o lugar acertadamente. Agora, se Você escolher passar as férias na ilha tal, daí será isto que o Universo vai lhe dar. Se vão ser boas férias ou não, é outra questão.
Isto então. Não insista muito em coisas que não estão dando certo, que não estão correndo bem. O resultado que Você vai encontrar no final não será o que Você pediu. Relaxe, arribe seu barco, coloque-o a favor do vento, das ondas, do Universo. E permita-se receber o que Você pediu.
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