Falamos outro dia sobre nosso modo de agir nas questões da vida. Há quem busque mudar, melhorar, evoluir. Ou ao menos tentar. Toda a tentativa, mesmo que resulte num 'erro' é somente um experimento. O tal 'erro' acaba sendo uma resposta à tentativa. E mais vale tentar do que 'ficar sentado à beira do caminho vendo a vida passar'.
Então, nossos modos de ação e re-ação às coisas do cotidiano, têm a ver com nossas ...
.... crenças e nossa programação.
Que vem a ser isto? No início de nossas vidas 'aprendemos' a como agir. Estes ensinamentos nos são passados pelos mais velhos: pais, irmãos, tios, padrinhos, avós... É, por assim dizer, uma verdadeira programação de nossas mentes. Alguns aprendem que a vida é boa e que tudo deve ser vivido, deve ser expimentado. Outros, que tudo é ruim e que devemos só fazer o que já estamos acostumados.
Aqui lembro de um cunhado que não comia ovo de marreca ou pata. Sempre dizia isto à minha mãe e ela só servia ovo de galinha. Para surpresa de todos, soubemos um dia que fazia já muito tempo que ele vinha comendo os tais ovos sem saber, pois minha mãe havia inserido aquele manjar à mesa quando ele estava junto. E ele acabou dizendo que nem sabia se era bom ou ruim, só 'não comia porque não sabia se ia gostar....' sic. Então, a tal programaçao é algo que recebemos (ou sofremos) no início de nossas vidas.
Claro que, por pior que seja a programação inicial, sempre podem haver alguns resquícios de iniciativa que nos ficam na memória devido a alguns exemplos de pessoas que nos foram marcantes. Quem tem isto, mesmo com a progrmação inicial ruim, vai em busca de esclarecimento.
E o que quero agora é contar uma historinha hilária ocorrida há alguns anos. Hilária naquele momento. Pensando bem depois, serve como um exemplo da gravidade de problemas que a programação pode causar.
Certa vez, ao chegar à casa de uma irmã, encontrei uma sobrinha na idade pré adolescente descascando cebola junto à pia da cozinha. Primeiro brinquei como era de costume: "não chora, já cheguei, tudo vai ficar bem agora... " e ela, embora rindo, ficou a limpar as lágrimas que rolavam pelo efeito da cebola.
Logo a seguir, muito sério, perguntei se ela não sabia ainda o que se fazia para evitar aquele efeito. Claro que a resposta foi negativa e eu então expliquei: "antes de tu cortar a cebola, mas tem que ser antes de começar, passa um pouquinho de azeite em torno dos olhos, bem pouco é suficiente, e a cebola não vai mais te incomodar". - É mesmo tio? - Claro que sim, estou dizendo! E o assunto ficou por aí.
Tempo depois, talvez 7 ou 8 anos, entrei novamente na casa e a mesma sobrinha estava na cozinha. Agora, além das lágrimas, tinham uma lambuzeira no rosto todo. A cebola provocando lágrimas e ela tentando secar e espalhando pelo rosto. Olhei espantado e perguntei o que era aquilo. - É azeite tio... azeite e as lágrimas devido à cebola. Eu achei estranho e perguntei: - mas que azeite, para que isto?
E daí veio a história do que eu havia dito. Depois de contar que inventei aquilo na hora há alguns anos, rimos bastante de ela ter feito aquilo por tanto tempo mesmo sem efeito. Na verdade ainda confessou que a cada vez colocava mais azeite para ver se fazia efeito.
Eis aí um exemplo de como uma criança segue as orientações de uma pessoa mais velha que admira ou que lhe é próxima. E, se não houvesse o fato posterior e eu não tivesse desmentido tal história, onde isto poderia ter chegado? Lembram da historinha tão contada de como se assar um peixe? Cortar cabeça e rabo.. etc..? Pois então, por vezes estas coisas norteiam as ações de uma vida e passam por gerações. E quem inventou a tal situação não está mais aí para desmentir.
E assim as pessoas seguem fazendo coisas 'porque foi assim que aprendi...', porque era assim que meu pai fazia...', porque uma vez vi um cara importante contar isto...'.
Vamos pensar nisto? Amanhã conto outra dessas.
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